Preservação com desenvolvimento foi pauta de reunião entre presidente da Abapa, Júlio Busato e Ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles
A reunião foi no colegiado da Frente Parlamentar da Agricultura (FPA) e contou também com a participação do deputado federal Carlos Tito
O presidente da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), Júlio Cezar Busato, participou nesta terça-feira (25) de uma reunião do colegiado da Frente Parlamentar da Agricultura (FPA), em Brasília (DF), que excepcionalmente contou com a presença do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, além de parlamentares que compõem a FPA. O deputado federal Carlos Tito (Avante/BA) também marcou presença nas discussões, norteadas por uma pauta que abrangeu temas como preservação ambiental com desenvolvimento, licenciamento ambiental, lei dos defensivos agrícolas, insegurança jurídica e o desmatamento zero.
Para o ministro, que recebeu as sugestões e afirmou que o Ministério tem procurado acolher todas as demandas levadas por parlamentares das mais diversas regiões, os assuntos se constituem de extrema relevância e prioritários para o atual governo. “Com essa linha de ação, percebemos que os problemas se repetem em outras jurisdições e decorrem de um problema geral, que é a desconexão entre o mundo ideal de diversas normas que foram produzidas, legais e infralegais, e a realidade posta em cada um dos estados, em cada um dos biomas, em cada um dos setores produtivos”, afirmou.
O licenciamento ambiental também foi abordado pelo ministro do Meio Ambiente. Ele afirmou que a pasta dará todo o apoio para que o legislativo produza um novo marco legal. “Uma norma equilibrada que permita o destravamento de temas de produção agropecuária e de infraestrutura, mas também leve em consideração nosso grande ativo ambiental e a sustentabilidade”. Sobre o Cadastro Ambiental Rural, uma das pautas prioritárias, o ministro afirmou que o CAR deve ser permanente, com a possível atualização e manejo por parte dos produtores. “O Programa de Regularização Ambiental (PRA) é instrumento fundamental para o atingimento das questões ambientais, para o reconhecimento das áreas consolidadas e para a solução dos passivos ambientais”.
Busato parabenizou o ministro pelo trabalho realizado e destacou a coragem de enfrentar com fatos, dados e números falsas ideologias divulgadas por pessoas ou grupos de pessoas que por interesses econômicos ou, por interesses pessoais, acabam acarretando prejuízos tanto para o Brasil, quanto para os agricultores.
“Nós agricultores do Oeste baiano gastamos 11 bilhões de reais de nossos próprios bolsos para preservar 35% de nossas áreas (a legislação ambiental prevê que um percentual de 20% de áreas sejam preservadas) e estarmos ambientalmente legalizamos, mesmo assim somos criticados por grupos de pessoas que até o presente momento somente têm discursos, porém nenhuma ação prática em prol do meio ambiente como foi feito pelos agricultores”, falou.
“Nós agricultores do Oeste baiano gastamos 11 bilhões de reais de nossos próprios bolsos para preservar 35% de nossas áreas (a legislação ambiental prevê que um percentual de 20% de áreas sejam preservadas) e estarmos ambientalmente legalizamos, mesmo assim somos criticados por grupos de pessoas que até o presente momento somente têm discursos, porém nenhuma ação prática em prol do meio ambiente como foi feito pelos agricultores”, falou.
A importância de se debater questões relacionadas ao agronegócio e ambientais, com a finalidade de buscar soluções para problemas vivenciados pelos produtores rurais da Bahia, e, com respeito ao meio ambiente, foi elogiada pelo deputado Carlos Tito. “Temos que fortalecer o agronegócio cada vez mais, e criar um ambiente para que os produtores possam aumentar sua produção, fazendo com que o segmento se destaque ainda mais no cenário nacional e internacional, gerando cada vez mais empregos, renda e oportunidades para a população”, afirmou o parlamentar.
Assessoria de Imprensa da Abapa

