Uma reunião entre representantes do Instituto do Meio
Ambiente e Recursos Hídricos (INEMA), integrantes de associações ligadas ao
meio ambiente e o poder público de Luís Eduardo Magalhães, ocorrida na última
terça-feira (25), abordou a integração da legislação do município com o plano
de manejo da APA do Rio de Janeiro, principalmente no perímetro urbano. O
objetivo principal é incentivar o crescimento, respeitando as normas
estabelecidas pelo Plano Diretor Urbano sem prejuízos ao meio ambiente. A Área
de Proteção Ambiental abrange os municípios de Barreiras e Luís Eduardo
Magalhães, foi criada em 1993 e tem cerca de 350 mil hectares. “Esse trabalho é
imprescindível para a preservação desses recursos naturais tão importantes para
a região oeste da Bahia,” comentou a Secretária de Meio Ambiente de Luís
Eduardo Magalhães, Izabel de Paula.
O evento também realizou oficinas que discutiram propostas
para a prática sustentável de atividades econômicas, sem danos às nascentes
encontradas no local. Moradores de comunidades como Galinhos, Muriçoca e Bela
Vista aproveitaram a oportunidade para dar sugestões e aprender um pouco mais
acerca do que pode ser feito na Área de Proteção do Rio de Janeiro. “A participação dos moradores superou todas
as nossas expectativas. Somente dessa forma, com um permanente trabalho de
conscientização, garantiremos esse bem natural para as próximas gerações”,
disse a gestora da APA, Isabel Juchem.
Para o prefeito de Luís Eduardo Magalhães, integrar a
legislação ambiental com o crescimento urbano é fundamental para evitar óbices
como empreendimentos em locais inadequados, construção de moradias em áreas
indevidas, o que quase sempre, gera um problema social. “Todos os contratempos
ambientais que existem no perímetro urbano de nossa cidade não foram provocados
pelos produtores rurais, estes atendem tudo o que a lei estabelece.
Infelizmente, a gestão anterior encobriu diversos erros com liberações
equivocadas e que hoje provocam enchentes e grandes erosões”, encerrou Oziel
Oliveira.
