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Em GO, jovens são retirados de alojamento em estado deplorável e que pagavam para ficar

Por ESPN.com.br- espn.com.br

Na última terça-feira, fiscais do Ministério do Trabalho flagraram cerca de 30 jogadores menores de 18 anos em situação considerada deplorável no alojamento do time...



Em GO, jovens são retirados de alojamento em estado deplorável e que pagavam para ficar
Objetos e lixo amontoados embaixo de uma cama
Na última terça-feira, fiscais do Ministério do Trabalho flagraram cerca de 30 jogadores menores de 18 anos em situação considerada deplorável no alojamento do time de futebol de Santa Bárbara de Goiás, a 60 km de Goiânia, noticiou a TV Anhanguera.
A operação aconteceu depois de uma denúncia ser feita na Secretaria de Tráfico de Pessoas. Uma equipe formada por agentes do Ministério Público do Trabalho, da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego, do Conselho Tutelar e da Polícia Rodoviária Federal foi até o local e fez o resgate dos adolescentes, que retornaram às suas casas.
"Nós chegamos e vimos uma situação degradante. Muitos jovens no mesmo quarto, confinados, dormindo no chão com colchões de fina espessura e sujos", afirmou a auditora fiscal do Trabalho Katleen Lima. Os jovens são de diferentes estados brasileiros.
"As roupas de cama estavam em situação lastimável e os pertences dos atletas eram guardados no meio do quarto, pois não há armários. Os banheiros também apresentam péssimas condições e em número muito menor do que o necessário para a quantidade de pessoas. Também percebemos que não havia nenhuma mesa no estabelecimento para que eles pudessem estudar, fazer refeições. Então não tinha a mínima condição de dignidade", explicou.
O procurador Tiago Rainieri de Oliveira denunciou que os atletas não recebiam nenhum valor para treinar no clube e ainda precisavam pagar para permanecer no local. "Os adolescentes, menores de 18 anos, precisam de um contrato e formação profissional, mesmo sendo time amador, e receber uma bolsa por isso. Mas o que vimos aqui foi o inverso, pois, além de não existir esse contrato, os menores pagavam cerca de R$ 400 por mês para permanecer nesse alojamento precário", garantiu.
O diretor de futebol do Santa Bárbara Futebol Clube, Manoel de Matos, estava no local e se defendeu. "As condições eram as que a gente podia oferecer. A gente não tinha orientação do procedimento, das orientações do Ministério do Trabalho. Aí era o que a gente podia oferecer no momento", declarou o dirigente.

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