Empresa nascida em
Imperatriz se prepara para ocupar a Ilha de São Luís e outras capitais do
nordeste.
Em Março de
2012 quando a Fábrica de Sorvetes e picolés Dois Irmãos,
pegou fogo lá no bairro Santa Rita, e o
empresário Clynewton Dias Santos, 39, via sob seus olhos e os de uma
multidão, o resultado de um sonho e de
anos de trabalho consumidos lentamente
pelas chamas, a impressão que se tinha é de que demoraria pelo menos cinco ou dez anos para ele se
reerguer. Como é comum nesses
casos, havia até quem decretasse que jamais se recuperaria tal o tamanho do
prejuízo.
Sem perder o foco e o
equilíbrio; com o apoio da família, dos amigos e da “cidade” como ele faz
questão de assinalar, o empresário não parou de trabalhar. Sem apelar para
financiamento juntou o que restou e permaneceu no mesmo ramo transferindo a
fabricação dos produtos para um galpão às margens da Belém Brasília, na Lagoa
Verde.
Menos de três anos
depois, Clynewton transformou o galpão da Lagoa Verde numa moderna
fábrica. Ele não só se recuperou como
investiu em tecnologia, mão de obra qualificada, expandiu o negócio e hoje é o
maior fabricante de sorvetes e picolés do Maranhão vindo a concorrer de igual
para igual com distribuidores de marcas
famosas.
No último final de
semana o empresário convidou o prefeito Sebastião Madeira para conhecer o
parque industrial que conseguiu erguer e
de onde sai toda a produção de picolés e
sorvetes com qual abastece o mercado local e regional. O próximo passo, disse
ele ao prefeito, é entrar no mercado da ilha de São Luís onde com apoio da
Secretaria de Estado da Indústria já conseguiu uma área para montar um Centro de Distribuição no Distrito
Industrial daquela capital.
Clynewton informou ao prefeito que corre contra o tempo para deixar
tudo pronto para inaugurar a nova fábrica por ocasião das festividades do
aniversário da cidade.
“Será um presente para Imperatriz” comentou o
empresário. A inauguração foi acertada com a assessoria do prefeito para o dia
15 de Julho, uma terça-feira véspera do aniversário de fundação da cidade.
A dois irmãos emprega
hoje diretamente cerca de 80 funcionários com capacidade para até 150 operários
quando a fabrica da Lagoa Verde estiver em pleno vapor.
Enquanto apresentava
cada setor da nova fábrica (câmaras frias, laboratório, linha de produção,
embalagem e produto final) ao prefeito Clinewton ia contando um pouco da
sua trajetória empresarial nascida em 1995, por incentivo da mãe, Maria da
Conceição Dias dos Santos, na avenida Padre Cícero, numa modesta instalação no bairro Santa Rita.
O empresário declarou
que o apoio dos amigos, clientes, fornecedores e do poder público foram
fundamentais para que pudesse reunir as forças necessárias para se reerguer.
“Sempre tive o apoio do Madeira, não só como prefeito, mas como pessoa. No dia mesmo do incêndio ele esteve pessoalmente
comigo se solidarizando e dando aquela força que necessitamos nos momentos de
perdas” comentou o empresário.
Depois de São Luís, o
empresário já pensa em expandir a distribuição, a médio e longo prazos, para
capitais como Belém, Teresina e Palmas. “Vamos trabalhar para isso” anunciou.
Para o prefeito uma
história de trabalho, luta e superação como a de Clinewton é sempre motivadora
para quem dela toma conhecimento. “Uma pessoa que passou o que ele passou e se
reergue literalmente das cinzas não é qualquer um. Merece o respeito da sociedade.
Além disso, é um exemplo para aqueles
que começaram e no primeiro obstáculo pensam logo em desistir” assinalou o prefeito.
Elson
Araújo - ASCOM

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