A proposta é que o
primeiro debate aconteça em Imperatriz e depois percorra as demais cidades. Para o presidente do PCdoB, Clayton Noleto, essa
é uma possibilidade de “construir uma visão coletiva” a respeito da realidade
social do Maranhão. “[O Diálogos com a Juventude] é aberto a todos, independente
de filiação partidária. Nosso objetivo é a participação popular no movimento. É
unir a juventude e debater seus anseios e ideias”, completa.
Desde o início de
fevereiro, reuniões com lideranças estão sendo realizada com uma comissão
criada para elaborar a programação do encontro. Participam da mobilização coordenadores
de grupos das Pastorais e outros grupos de igreja, movimento estudantil e
militantes de partidos políticos, como o assessor da Pastoral da Juventude da
Diocese de Imperatriz, Johnson Alves, o professor Adonilson Lima, os vereadores
Rildo Amaral (Solidariedade), Aurélio Gomes (PT), Carlos Hermes e Marco Aurélio
(ambos do PCdoB).
A criação do movimento é resultado do descontentamento em relação às
estatísticas. Segundo o Atlas do Desenvolvimento
Humano no Brasil (2013), o Maranhão é destaque nos índices de
pobreza: 63,5% da população é pobre. De acordo com o IBGE, temos o menor número
de casas com coleta de lixo, apenas 54%. Estamos, ainda, entre os estados com
maior número de analfabetos. “Estamos em uma luta. Uma luta por direitos
negados. Essa discussão se inicia agora e caminha para um projeto muito
maior.”, destacou Marco Aurélio.
Juventude
e Política – Os jovens sempre tiveram um papel ativo
na luta por transformações sociopolíticas. Che Guevara, um dos maiores ícones
da luta por uma sociedade igualitária, tinha apenas 36 anos quando foi fuzilado
e já havia participado de várias revoltas, como a de Guatemala e a Revolução
Cubana. No Brasil, não foi diferente. “Zumbi tinha 23 anos quando liderou a
revolução pela libertação dos escravos”, defendeu o historiador Adonilson Lima.
(Assessoria de Imprensa do Diálogos com a Juventude)
