Desesperadora. Assim o presidente do Nacional de Santa Inês, Caetano Alves, descreveu a atual crise vivida pelo clube, que foi recentemente eliminado do Campeonato Maranhense por decisão unânime da segunda comissão disciplinar do TJD. A situação é tão séria que até mesmo a reunião marcada para ontem, a fim de decidir se o time entraria com recurso não aconteceu. O motivo? Somente três dos 64 membros da diretoria compareceram.
Com a dívida do time no valor de aproximadamente R$ 30 mil (referentes a taxas de arbitragem, seguro dos jogadores, INSS e FMF), Caetano decidiu pedir auxilio ao presidente da Ama-Clubes, Sérgio Frota, que também dirige o Sampaio Corrêa. “Liguei para ele e pedi ajuda. Sérgio me garantiu que iria marcar uma reunião com todos os membros da entidade para tentar arrecadar dinheiro para nos tirar dessa situação. Fiquei muito contente e cheio de esperança”, declarou Caetano.
Infelizmente não foi isso que aconteceu. Após o primeiro contato com o dirigente sampaíno ficou acertado que até o meio-dia de ontem Caetano teria um retorno para passar local e data do encontro, mas Sérgio não ligou de volta e sequer atendeu as ligações seguintes, feitas pelo presidente do Nacional. “Estou cansado disso. Primeiro nos enchem de esperança e depois nos ignoram. É mais fácil dizer logo que não dá, assim poderíamos correr para outras possibilidades. Estou cheio de ouvir falsas promessas”, disse Caetano.
A frente do Nacional há cerca de dois meses, Caetano revelou só ter encarado o desafio diante do incentivo da Federação Maranhense de Futebol e da Associação Maranhense de Clubes (Ama-Clubes), que com promessas garantiram viabilizar patrocínios e outros tipos de soluções para o problema financeiro herdado da última gestão.
Apesar das muitas dívidas Caetano acredita que se houver bom senso por parte dos credores o valor atual do débito (mais ou menos R$ 30 mil) cairia consideravelmente. Ele disse também que se isso acontecesse a quantia de R$ 10 mil resolveria todos os problemas vividos pelo Nacional assim como possibilitaria também a contratação de novos reforços para o elenco. “Hoje vivemos no abandono. Sem apoio municipal e a falta dos patrocínios nos prejudicam muito, mas se tivéssemos R$ 10 mil resolveríamos isso rapidinho”, disse. . O dirigente disse lamentar muito o drama vivido pela equipe e afirmou que até as 10 horas o destino do Nacional estará definido.
Sérgio Frota presidente da AMA e presiente do Sampaio

