Nova 01

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Laudo diz que estudante se matou por enforcamento

Fonte: O Progresso/Imperatriz

Por Dema de Oliveira


A Secretaria de Segurança Pública (SSP), por meio da Polícia Civil e da Superintendência de Polícia Técnico-Científica, divulgou os laudos do exame pericial e de necropsia que descrevem e esclarecem as circunstâncias da morte da jovem Tamires Pereira Vargas, de 19 anos.
Segundo informações policiais, Tamires foi encontrada morta, às 2h30 da madrugada de 9 de março de 2011, nas dependências da Delegacia de Polícia Civil do município de Porto Franco.
Tamires, natural de Tocantins, era estudante e residia na Rua Goiás, bairro Torre, na cidade de Campestre, a 20 km de Porto Franco. À época, de acordo com a Polícia Civil, ela teria sido detida em decorrência de um desacato cometido contra policiais militares em Campestre, após envolvimento em uma briga durante festividade carnavalesca, ocasião em que a jovem teria tentado danificar a viatura policial.
Segundo informações, ela estava completamente embriagada e sem condições de prestar depoimento. Tamires ficou detida na Delegacia local, onde foi encontrada morta, durante a madrugada, em um corredor entre a carceragem nº 4 e o espaço destinado ao banho de sol.
Com base na análise de vestígios materiais relacionados ao fato e na análise técnico-pericial realizada pelo Núcleo Regional de Criminalística de Imperatriz, por meio do laudo de nº 0014/2011 e no laudo de necropsia de nº 118/2011, trata que Tamires Pereira Vargas foi vítima que sofreu uma morte do tipo violenta, resultado de suicídio.
A vítima teria se utilizado de uma corda aparentemente confeccionada em material sintético. Os carcereiros informaram que a corda era utilizada pelos presos para armarem suas redes.

O laudo
De acordo com a análise-pericial realizada, o laudo traz o seguinte comentário: "A vítima sofrera uma extensa e oblíqua lesão contusa envolvendo o pescoço, ao nível da laringe, mais baixa e com sulcos profundos na região anterior e decrescentes em direção à nuca, ocasionando pela constrição de uma corda, apresentando o nó na região cervical posterior, características de enforcamento. Ausência de escoriações ao redor do pescoço (área de contato com a pele) e de pele embaixo das unhas denota que a vítima não teve a ação de impedir o ato de enforcamento".

O suicidio
Os peritos reconstituem a dinâmica do evento assim: "Tamires Pereira Vargas, aproveitando-se de uma das cordas que já estavam fixas na grade superior do local, fez um laço com nó corrediço, colocando-a no pescoço, a partir daí ficando sujeita a ação da gravidade que a faz despencar em direção ao piso (...), provocando a protrusão da língua com conseqüente asfixia e rompimento das vértebras. Devido à gravidade das lesões, a vítima veio a falecer no local".
E conclui: "Ante o analisado e exposto no transcorrer dos trabalhos periciais, conclui os peritos que no interior da Delegacia de Polícia Civil de Porto Franco, ocorreu uma morte violenta do tipo suicídio, perpetrada contra a pessoa identificada por Tamires Pereira Vargas, por enforcamento".
Em depoimento, a mãe de Tamires, Josefa da Silva, disse ao delegado Antonio Luis Gomes que sua filha já tinha tentado cometer um suicídio há cerca de três anos, na época, utilizando uma corda que estava amarrada a um cabo na sala de onde residiam. O motivo teria sido término de um relacionamento amoroso. A mãe contou ainda que ela era agitada.

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